QUEIMEM OS NAVIOS

quarta-feira, 22 de abril de 2015


Queimem Os Navios

Texto: Hebreus 11:24-28
Introdução: Em 21 de abril, no ano de 1519, o explorador espanhol Hernando Cortez navegou no porto de Vera Cruz, no México. Ele levou consigo apenas cerca de 600 homens. Nos próximos dois anos, suas forças em número bem menor foram capazes de derrotar Montezuma e todos os guerreiros do império asteca, tornando Cortez, o conquistador de todo o México. Como esta incrível façanha foi realizada, quando duas expedições anteriores não tinham conseguido estabelecer uma colônia em solo mexicano? Aqui está o segredo. Cortez sabia que ele e seus homens enfrentariam desafios incríveis. Ele sabia que o caminho diante deles seria perigoso e difícil. Ele sabia que seus homens seriam tentados a abandonar a sua missão e voltar para a Espanha. Assim que Cortez e seus homens chegaram em terra e descarregaram as suas disposições, ele ordenou que toda a sua frota de onze navios fosse destruída. Seus homens se apresentaram na praia e viram a única possibilidade de recuo queimada e afundada. Daquele ponto em diante, eles sabiam que não havia retorno, não tinha volta. Nada estava por trás deles, mas o vazio oceano. A única opção era ir para a frente, vencer ou morrer.
No reino espiritual surgem ocasiões quando você e eu devemos decidir queimar os navios. Durante esses momentos fazemos um compromisso de seguir em frente com Cristo. Durante esses momentos fazemos um compromisso de viver para Deus. Durante esses momentos nós decidimos que a fé vale a pena o esforço. Hoje olhamos para um homem que queimou os navios do seu passado e decidiu viver para Jesus Cristo e o reino de Deus. Olhe para o texto! "Pela fé Moisés, sendo já homem, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter por algum tempo o gozo do pecado, tendo por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como quem vê aquele que é invisível. Pela fé celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos não lhes tocasse".Hb11:24-28
 
Este é um assunto oportuno. Alguns de vocês estão considerando seguir a Jesus Cristo. Para que isso aconteça você deve queimar alguns navios em sua vida. Alguns de vocês estão considerando uma decisão em seu relacionamento com Deus. Para que isso aconteça você deve queimar alguns navios em sua vida. Para que você faça o que Deus deseja, existem alguns navios que devem ser queimados. A questão permanece, você vai fazer o que Deus deseja? Jesus uma vez falou algumas palavras que revela essa verdade. Ele disse: "Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus'' Lucas 9:62 Vamos ver o que podemos aprender com Moisés sobre queimar os navios.

I. Quando queimamos os navios, há uma decisão que deve ser feita.
Algumas decisões são fáceis.
• A decisão de ir para a cama descansar é fácil.
• A decisão de comer uma refeição é fácil.
• A decisão de tomar um copo de água é fácil.
Algumas decisões são difíceis.
• A decisão de ir ao dentista é difícil.
• A decisão de fazer uma dieta é difícil.
• A decisão de fazer uma cirurgia é difícil.
A decisão de viver para Deus pode ser uma decisão difícil. Trata-se de questões eternas. Trata-se de mudança. Trata-se de pressão. Trata-se de uma mudança de estilo de vida. Trata-se de um cabo de guerra entre dois mundos. Observe a decisão que Moisés enfrentou.
• No Egito, ele tinha honra. Com o povo de Deus ele enfrentou a humilhação.
• No Egito, ele tinha todos os prazeres da vida. Com o povo de Deus ele enfrentou perseguição.
• No Egito, ele desfrutava de riquezas. Com o povo de Deus ele enfrentou o ridículo.
A decisão de viver para Deus é uma decisão convincente. Algumas decisões são tão convincentes que devem ser feitas ou enfrentar consequências terríveis.
A decisão de viver para Deus é uma decisão de mudança de vida. As três primeiras palavras do versículo 24 contam a história. Ele diz: "Pela fé Moisés". Moisés tomou a decisão. Essa decisão mudou para sempre a vida de Moisés. Ele mudou suas prioridades. Ele mudou seus amigos. Ele mudou seus valores. Ele mudou sua perspectiva.
 
Ilustração: William P. Barker fala de um mecânico na Ford Motor Company, em Detroit, que se tornou um cristão. Ele respondeu ao convite de Jesus e foi batizado. A medida que o Espírito Santo começou a renovar este homem, ele se tornou condenado por sua necessidade de fazer a restituição de algumas peças e ferramentas que ele havia roubado da empresa antes de se tornar um cristão. Assim, na manhã seguinte, ele levou todas as ferramentas e peças de volta ao seu empregador. Ele explicou como ele tinha acabado de ser batizado e pediu perdão ao seu chefe. Esta foi, uma virada incrível de acontecimentos que o Sr. Ford, que estava visitando uma fábrica na Europa na época, foi notificado dos detalhes do acontecimento e solicitado a sua resposta. O sr. Ford retornou imediatamente um telegrama com a sua decisão: "Represe o Rio Detroit, e batize toda a cidade"
A decisão de seguir a Cristo é uma decisão desafiadora e uma decisão maravilhosa que vai mudar sua vida.

II. Quando decidimos queimar os navios existe uma pressão que temos de superar.
Esta pressão atrapalha nossa caminhada com Deus. A pressão a que me refiro são as coisas que experimentamos neste mundo.
A. Olhe para a pressão que Moisés enfrentou.
1. Moisés tinha o poder em suas mãos. Ele foi criado pela filha do Faraó. Faraó era o líder do Egito. (24) Eles eram como a família real. Todo o governo estava centrado em torno deles. O faraó governante tinha autoridade absoluta. Abraham Lincoln disse uma vez "Quase todos os homens podem suportar a adversidade, mas se você quer testar o caráter de um homem, dê-lhe poder".
2. Moisés tinha todos os prazeres da realeza (25). Não há nada de intrinsecamente errado com prazer. No entanto, ele pode dividir sua lealdade. Pode ganhar o seu foco.
Benjamin Franklin disse uma vez "Muitos homens pensam que está comprando o prazer, quando eles realmente estão vendendo a si mesmo como escravo dele"
3. Moisés tinha riquezas abundantes (26) à sua disposição. Não há nada de intrinsecamente errado com o dinheiro, contanto que o possuímos e ele não nos possua. Há dois versos em I Timóteo que explica a atitude de Deus sobre a riqueza. O primeiro versículo identifica o problema real. A Bíblia diz: "Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males, para que alguns se desviaram da fé em sua ganância, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." I Timóteo 6:10 Note que este versículo nos diz "o amor ao dinheiro é raiz de todos os males".
O segundo verso discute a atitude de Deus sobre as pessoas ricas.
"Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos dá abundantemente todas as coisas para desfrutar" I Timóteo 6:17
4. Moisés enfrentou a autoridade do rei. O versículo 27 nos diz que Moisés não temeu a ira do rei.
B. Poder, prazer, dinheiro e autoridade pode dificultar a nossa fé, nos deixar vazios e comprometer os dons maravilhosos que Deus tem para nós. Estas são algumas das pressões que enfrentamos quando nós procuramos viver pela fé em nosso mundo.
III. Quando queimamos os navios, devemos ser motivados pela recompensa.

No versículo 26, encontramos uma frase importante. A frase é "ele olhou para a recompensa". Moisés foi motivado pela recompensa daquilo que Deus tinha preparado para ele. Qual era a recompensa? Deus tinha cinco recompensas reservadas para Moisés. Ele também tem estas para você.
• Deus ofereceu-lhe um lugar para pertencer. Ele tinha um lugar com o "povo de Deus" (vs. 25).
• Deus ofereceu-lhe um propósito. Ele iria conduzir o povo de Deus (25).
• Deus ofereceu-lhe uma promessa (26). Ele olhou para a recompensa.
• Deus ofereceu-lhe uma paixão de viver (27). Moisés passou seus dias adorando a Deus e lembrando da sua bondade.
• Deus ofereceu-lhe viver debaixo de um poder. No versículo 29, ele diz que eles passaram "através" do Mar Vermelho.
Moisés rejeitou a riqueza, o poder, o prazer e os privilégios do Egito, porque eles não ofereciam a satisfação que ele encontrou em seguir a vontade de Deus. A satisfação da vontade de Deus superou as atrações do Egito.
Moisés viu as promessas de Deus como melhores do que as coisas que ele recebeu no Egito.
Moisés preferia um pouco de Deus do que a riqueza, riqueza, poder e autoridade do Egito.
Há alguns navios que precisam ser queimados em sua vida?
• Pode ser o navio da desobediência!
• Pode ser o navio das desculpas!
• Pode ser o navio da culpa!
• Pode ser o navio de viver os velhos hábitos!
 
Conclusão: Que possamos queimar os navios que nos impedem de seguir em frente com Deus. Ele tem grandes recompensas reservadas para aqueles que obedientemente o segue.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014


John Callender era um jovem oficial sob o comando do general George Washington na Guerra Revolucionária. Ele falhou miseravelmente durante a batalha de Bunker Hill e foi afastado do exército por se comportar como um covarde. Em seus documentos, o general Washington escreveu o seguinte: "Covardia um crime; de todos os outros o mais prejudicial, e o último a ser perdoado"
Mas, Callender permitiu que sua vergonha e embaraço o movesse a tentar compensar o que ele tinha feito e resgatar o seu bom nome. Ele não se juntou aos ingleses. Ele não cometeu suicídio. Em vez disso, ele se realistou como soldado e se comportou com tanta coragem na batalha de Long Island que Washington revogou a sentença anterior e reintegrou-o como um capitão.

A história de John Callender tem uma lição para todos nós. Ninguém passa pela vida sem episódios de fraqueza, fracasso e humilhação. Aqueles com a coragem de começar de novo são as pessoas que devem ser respeitadas.
 
Não é fácil ser honesto consigo mesmo sobre o fracasso e pecado. A tendência é ficar na defensiva e orgulhoso. A Escritura afirma que tal espírito dificulta o perdão:
“Todavia, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações. Senti as vossas misérias, lamentai e chorai; torne-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará”. (Tiago 4:6-10).

Apesar da dificuldade de começar de novo a partir do zero, existe uma maneira de aprender com os fracassos do passado e alcançar sucessos que poderiam ter sido impossível de outra forma. Desta vez, você sabe quais coisas evitar, as tentações perigosas que podem tirá-lo de seu objetivo, e as fragilidades dentro de sua própria personalidade. Tendo falhado e saber o que contribuiu para o seu fracasso, você pode tomar medidas que tornam o sucesso muito mais provável no novo esforço.

Poucos já falharam miseravelmente com Jesus mais do que Pedro. Ele era um apóstolo escolhido, amigo especial do Senhor, e líder entre seus companheiros. Ele prometeu ao Senhor que ele seria fiel, mesmo que todos os outros o abandonasse. No entanto, Pedro fugiu quando Jesus foi preso e negou-lhe três vezes no pátio do sumo sacerdote. Quando Jesus deu a Pedro mais tarde a oportunidade de começar de novo ele pegou e fez o melhor dela (João 21: 15-23).
 
Olhe para a sua situação. Se você está sofrendo o fracasso, pecado e confusão; tenha a coragem de lançar-se na misericórdia de Deus e peça a sua ajuda para recomeçar.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
"Acho que o inimigo número um da paz é o aborto, porque é uma guerra contra a criança, uma matança direta de crianças inocentes perpetrado pela mesma mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar seu próprio filho, como podemos pedir a outras pessoas para não matar um ao outro? ... Através do aborto, a mãe não aprende a amar, mas mata seu próprio filho para resolver seus problemas ... Qualquer país que aceite o aborto não está ensinando o seu povo a amar, mas a usar a violência para conseguir o que deseja. Portanto, o pior inimigo do amor e da paz é o aborto. "

Madre Teresa de Calcutá

O ABANDONO QUE NÃO SE ESQUECE

quarta-feira, 29 de outubro de 2014
O abandono que não se esquece
Por Rosemeire Zago

Quantas vezes, ainda que na presença de alguém, temos a nítida sensação que em qualquer momento podemos ser abandonados? Quantas vezes, diante de um atraso, sentimos verdadeiro pânico? Quantas vezes nos desesperamos diante da possibilidade da pessoa amada nos deixar?

Quem viveu o abandono durante a infância pode sentir um medo incontrolável de ser deixado, procurando evitar a todo custo ser abandonado novamente. Quando falamos de abandono não é apenas em casos em que uma criança é literalmente abandonada por seus pais, a quem se espera ser amada e cuidada, mas aquelas que são abandonadas através da negligência de suas necessidades básicas, da falta de respeito por seus sentimentos, do controle excessivo, da manipulação pela culpa, ainda que ocultos, durante a infância. Crianças abandonadas, psicológica ou realmente, entram na vida adulta, com uma noção profunda de que o mundo é um lugar perigoso e ameaçador, não confiando em ninguém, porque na verdade não desenvolveu mecanismos para confiar em si mesma.

O abandono está diretamente relacionado com situações de rejeições registradas na infância e que pode se intensificar durante toda a vida, principalmente quando se vivencia outras situações de rejeição e/ou abandono. Cada vez que vivenciamos situações de perda é como se estivéssemos revivendo a situação original de abandono, do qual dificilmente se esquece. Podemos sim, reprimir, fugir desses sentimentos, mas raramente conseguimos lidar sem sofrimento diante de qualquer possibilidade de perda e/ou rejeição. Quando somos rejeitados em nosso jeito de olhar, expressar, falar, comer, sentir, existir, não obtendo reconhecimento de nosso valor, principalmente quando somos crianças, é inevitável que se registre como abandono, pois de alguma maneira, ainda que inconsciente, abandonamos a nós mesmos para nos tornarmos quem esperam que sejamos. Sente-se abandonado quem não se sentiu acima de tudo amado e isso pode ser sentido antes mesmo de nascer, ainda no útero materno. Pais que rejeitam seu filho durante a gestação pode deixar muitas seqüelas, em nós, adultos. Toda criança fica aterrorizada diante da perspectiva do abandono. Para a criança, o abandono por parte dos pais é equivalente à morte, pois além de se sentir abandona, ela mesma aprende a se abandonar.

Conforme percebemos, consciente ou inconscientemente, e ainda muito pequenos, que a maneira com que agimos não agrada aos nossos pais, vamos tentando nos adequar ou adaptar nosso jeito de ser e, aos poucos, vamos nos distanciando de quem somos de verdade, agindo de maneira a sermos aceitos. É quando começamos a desenvolver o que chamamos de um falso self, a um estado de incomunicação consigo mesmo, gerando uma sensação de vazio. O falso self é um mecanismo de defesa, mas que dificulta o encontro com o self verdadeiro. É muito comum que crianças que cresceram em famílias com algum desequilíbrio, proveniente do alcoolismo, agressividade, maus-tratos, ou qualquer outro tipo de abuso, tenha sofrido a negação de seu verdadeiro eu. Crianças que sofreram em silêncio e sem chorar, ou como alguns relatam: chorando por dentro, podem aprender a reprimir seus sentimentos, pois uma criança só pode demonstrar o que sente quando existe ali alguém que a possa aceitar completamente, ouvindo, entendo e dando-lhe apoio, o que nesses casos, raramente acontece. Pode acontecer dessa criança desenvolver-se de modo a revelar apenas o que é esperado dela, dificilmente suspeitando o quanto existe de si mesma por trás das máscaras que teve que criar para sobreviver.

Alguns pais, inconscientemente, numa tentativa de encobrir sua falta de amor - o que é muito comum, por mais assustador que seja para alguns - declaram muitas vezes seu amor pelos filhos de forma repetitiva e mecânica, como se precisassem provar para si mesmos seu amor, onde as crianças sentem que suas palavras não condizem aos seus verdadeiros sentimentos, podendo gerar uma busca desesperada por esse amor, cuja busca pode se estender durante toda a vida. Ficar só para essas pessoas pode ser uma defesa para evitar novamente o abandono, gerando um conflito constante entre a necessidade de ser cuidado e o medo de ser abandonado.
É muito comum a criança se sentir abandonada em famílias muito numerosas, onde há muitos irmãos, e os pais não conseguem dar atenção a todos. Ou quando os pais constantemente estão ausentes pelos mais diferentes motivos, seja em função do trabalho excessivo, VIAGENS, doenças, internações constantes, ou até pela dificuldade em cuidar de uma criança, não conseguindo fazer com que se sinta amada nem desejada naquela família.

A sensação de ter valor é essencial à saúde mental. Essa certeza deve ser obtida na infância. Por isso que a qualidade do tempo que os pais dedicam aos seus filhos indica para elas o grau em que os pais as valorizam. Por outro lado, a criança que é verdadeiramente amada, sentindo-se valiosa quando criança, aprenderá a cuidar de si mesma de todas as maneiras que forem necessárias, não se abandonando quando adulta. Assim como crianças que passaram maior parte de seu tempo com pessoas que eram pagas para cuidar delas, em colégio interno, distante de seus pais, não recebendo amor verdadeiro, mesmo tendo tudo que o dinheiro pode comprar, poderão ser adultos como qualquer outra criança de tenha vindo de um lar caótico e disfuncional, crescendo sentindo-se pouco valiosa, não merecedora do cuidado de ninguém, podendo ter muita dificuldade em cuidar de si mesma. Ou seja, a maneira com que nos cuidamos quando adultos, muitas vezes reflete a maneira com que fomos cuidados quando crianças.

Precisamos chegar a ponto de perdoar aqueles que de alguma forma nos abandonaram ou que nos causaram uma dor profunda. Para alguns, essa é uma tarefa fácil, mas temos que admitir que para outros, pode ser praticamente impossível. Como perdoar um pai bruto, que o fazia trabalhar desde muito pequeno ou pedir dinheiro, do qual depois consumia em jogos e bebidas? Como perdoar um pai que abusou sexualmente da filha, psicologicamente do filho? Como perdoar uma mãe que trancava os filhos no armário ou no quarto ao lado enquanto se encontrava com outro homem dentro da casa, ou quando deixava os filhos sozinhos em casa dizendo que ia trabalhar, quando na verdade ia se divertir? Como perdoar pais que sempre ocultaram a verdade, insistindo na mentira? Como perdoar um irmão que abusou sexualmente da irmã? Como perdoar uma mãe que demonstrava suas insatisfações através de gritos com seus filhos? Como perdoar um pai que batia constantemente na mãe na presença dos filhos? Como perdoar aqueles que roubaram a infância e inocência de muitas crianças? Como perdoar aqueles que o deixaram, o abandonaram? Não é possível perdoar se o perdão for entendido como negação do fato, pois precisamos sentir a dor que ficou reprimida em nossa alma. Perdoar não significa aceitar, mas se permitir sentir e expressar toda a raiva e dor reprimida e encontrar caminhos saudáveis que podem transformar esses sentimentos em experiência e aprendizado.

Ao nos tornarmos mais conscientes de nossas feridas, entre elas as geradas pelo abandono, podemos agir sobre aquilo que vivenciamos, aprendendo a respeitar nossos sentimentos mais profundos, assumindo a responsabilidade pelas mudanças que podemos nos permitir vivenciar no momento presente. Não se trata de regresso ao lar, porque muitas vezes esse lar nunca existiu. É a descoberta de um novo lar, o qual cada um de nós pode construir, sem mais se abandonar.

Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior. Email: r.zago@uol.com.br

EXISTEM FORMAS DIFERENTES DE SE LIDAR COM A CULPA?

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

EXISTEM FORMAS DIFERENTES DE SE LIDAR COM A CULPA. QUAL É A SUA?

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a nossa injustiça. 1 João: 1.9.
Existem formas diferentes de se lidar com a culpa, isto é, pode-se considerá-la apenas um sentimento muito ruim ou procurar aprender alguma coisa com ela.
Isto mesmo, a culpa não é de todo ruim, pois ela pode fazer com que uma pessoa mude o rumo de sua trajetória, já que através do arrependimento sincero o homem pode mudar e se libertar de determinados comportamentos.
Entretanto, o que acontece com algumas pessoas é que elas cometem os seus erros, se sentem culpadas, mas não mudam, continuam caminhando dentro dos mesmos conceitos e com o mesmo estilo de vida.
Então, partindo do princípio que o ser humano é falho, está claro que ninguém está livre de cometer os seus erros, porém o que vai determinar o final da história são os efeitos que este sentimento produz na pessoa faltosa.
Existem aqueles que não conseguem admitir que erraram, acham que estão sempre certos, ficam irritados quando corrigidos, procuram responsabilizar os outros por suas atitudes e não conseguem assumir as responsabilidades oriundas dos seus atos.
Num outro grupo se encontram aquelas que pessoas que ficam se condenando pelos seus erros, assumem uma postura totalmente pessimista, tornando-se indivíduos inseguros por conta disso.
Na outra ponta, há aqueles que se isolam e ficam solitários, não permitindo que ninguém se aproxime, pois entendem que assim é a melhor forma de lidar com a sua culpa.
Entretanto, existe outro grupo que se comporta de maneira completamente diferente dos demais, isto é, admite os seus erros, arrepende-se sinceramente de tê-los cometidos, pede perdão a Deus e às pessoas que foram prejudicadas por suas faltas e mudam de comportamento.
A pergunta que fazemos neste ponto deste texto é a seguinte: Qual o grupo que consegue lidar melhor com a sua culpa?
É lógico que é o último, pois aquele que reconhece que errou, confessa este pecado a Deus e, quando necessário aos outros, será perdoado e aceito por Deus, porém o homem, tendo em vista o seu comportamento orgulhoso, não consegue fazer isto e vai vivendo com seus complexos de culpa, que vem e vão, e que não contribuem em nada para o seu crescimento como ser humano.
Para finalizar gostaríamos de deixar neste texto o contido nos 5 primeiros versículos do Salmo 32, que mostram muito bem o que estamos querendo dizer:
“Como é feliz aquele que as suas transgressões são perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim, minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Então, reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Confessarei as minhas transgressões ao Senhor e tu perdoaste a culpa do meu pecado”. Pense nisso e deixe o seu comentário.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Presença de cristãos cresce 14% na Câmara Federal com a eleição de 80 evangélicos

Os atuais 70 deputados federais cristãos ganharam o aumento de 15% do total dos 513 federais, que representam todos os Estados brasileiros. Com isso, a Frente Parlamentar Evangélica passa para 80. A FPE pretendia chegar a 30% de aumento.
Dos três maiores colégios eleitorais, São Paulo, o primeiro, e Rio, o terceiro, elegeram 14 cada um, seguidos do Paraná, com oito. São Paulo teve o terceiro mais votado, pastor Marco Feliciano, com 398 mil votos.
Os destaques de outras candidaturas de cristãos (evangélicos) ficam por conta de Marina da Silva, membro e muito ativa na AD L-Sul, do Distrito Federal e do presbiteriano e ex-governador do Rio, Antony Garotinho, que perdeu a disputa para o Governo do Estado do Rio. Disputa o segundo turno, o senador Marcelo Crivella, membro da Universal e apoiador da reeleição do Governo federal petista.
Talvez Marina tenha pecado por sua insistência na aproximação de Lula, seu partido e buscas, juntando-se suas indefinições e demora de reação.
Conforme o quadro para 2014, os partidos com maior representatividade são de tendência de esquerda, como o PT-70; PMDB-66 (embora não seja, mas acompanha orientações do Governo petista); PSDB-54; PSD-37; seguidos do PP-36 e PR-34.
Os eleitos de cada Estado
Segue as listas dos cinco primeiros eleitos dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais (Folha-Uol).
SÃO PAULO
Marco Feliciano (PSC), 398.087 votos
Jorge Tadeu Mudalém (DEM), 178.771, Internacional da Graça
Bruna Furlan (PSDB), 178.608
Jeferson Campos (PSD), 160.790, Quadrangular
José Olimpio (PP), 154.597, Assembleia de Deus
Lista dos demais cristãos eleitos, fora de ordem de número de votos
- Paulo Freire (PR)
É pastor da AD em Campinas, ligada ao Belenzinho (Grande São Paulo), que tem como pastor José Wellington Bezerra da Costa, seu pai. É também presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Paulo Freire é ainda presidente do Conselho de Doutrina da CGABD, do de Política e ainda mantém liderança reconhecida entre seus pares-parlamentares. Teve expressiva votação, com mais de 100 mil votos.
- Gilberto Nascimento (PSC). É pastor-membro da Assembleia de Deus ligada ao Ministério Nacional (Madureira) e de bom acesso em todas elas, portanto, conhecido em todo o Estado de São Paulo.
- Edinho Araujo (PMDB), presbiteriano e natural de Santa Fé do Sul, foi deputado estadual por várias vezes por São José do Rio Preto, onde também foi prefeito. É presbiteriano.
- Antônio Bulhões (PRB), Universal
- Bruna Furlan (PSDB), Cristã do Brasil
- Marcelo Squasoni (PRB)
- Roberto Alves (PRB)
- Roberto de Lucena (PV), O Brasil para Cristo
- Vinicius Carvalho (PRB)
RIO DE JANEIRO
Clarissa Garotinho (PR), 335.081
Eduardo Cunha (PMDB), 232.708
Sóstenes Cavalcante (PSD), 104.897
Washington Reis (PMDB), 103.190
Rosangela Gomes (PRB), 102.896
Clarissa mostrou-se atuante como vereadora no Rio. É filha do ex-governador Garotinho, que se destacou por sua definição como cristão (evangélico).
Sóstenes Cavalcante foi missionário na Argentina com seu pai, enviados pela Assembleia de Deus carioca. De volta, destacou-se a partir de seu engajamento na campanha pela eleição do pastor Samuel Câmara à presidência da CGADB. Depois passou a assessorar pastor Silas Malafaia, de quem recebeu apoio.
Washington Reis foi membro da AD em Xerém (Pr. Lourival Machado), município do qual foi também prefeito, mas elegeu-se pela Nova Vida.
Arolde de Oliveira (PSD)
Membro da Igreja Batista e dono de uma das emissoras de rádio mais influentes no Rio, em especial entre cristãos, a 93FM e da gravadora MK. É pai da cantora Marina de Oliveira e sempre foi ligado ao Governo do Estado, atuando como secretário.
- Áureo (SD)
- Benedita da Silva (PT)
Presbiteriana e militante histórica do PT, foi senadora e governadora do Rio.
- Ezequiel Teixeira (SD)
Ex-assembleiano implantou a igreja-comunidade Projeto Vida Nova de Irajá, cognominada de ‘a Igreja com Cara de Leão’, bastante difundida no Grande Rio.
- Francisco Floriano (PR)
- Marcos Soares (PR)
PARANÁ
Christiane Yared (PTN), 200.344
Idekazu Takayama (PSC), 192.952, Assembleia de Deus
Delegado Francischini (SD), 169.569, Assembleia de Deus
Marcelo Belinati (PP), 132.817
Sandro Alex (PPS), 116.909
Idekazu Takayama (PSC), 192.952.
Takayama é ex-seminarista do Instituto Bíblico das Assembleia de Deus (bad)-Pindamonhangaba-SP, enviado pela AD em Curitiba (saudoso pastor José Pimentel), destacou-se como pregador em todo o Brasil. Depois de eleito deputado estadual, deixou o calor de suas prédicas para dedicar-se mais à vida parlamentar.
MINAIS GERAIS
Weliton Prado (PT), 196.098
George Hilton (PRB), 146.732, Universal
Stefano Aguiar (PSB), 144.163
Leonardo Quintão (PMDB), 118.170, Presbiteriana
Lincoln Portela (PR), 98.834
ACRE
Alan Rick (PRB)
AMAPÁ
André Aladon (PRB)
AMAZONAS
Silas Câmara (PSD)
Da Assembleia de Deus em Manaus e irmão do pastor Samuel Câmara, líder reconhecido no Brasil. Destacou-e com 166.281 votos e foi o segundo mais votado.
BAHIA
Erivelton Santana (PSC), Assembleia de Deus
Irmão Lázaro (PSC)
Márcio Marinho (PRB), Universal
Sérgio Brito (PSB), Batista
Tia Eron (PRB)
CEARÁ
Ronaldo Martins (PRB)
ESPÍRITO SANTO
Manato (SD), Maranata
Sérgio Vidigal (PDT)
GOIÁS
Fábio Souza (PSDB)
João Campos (PSDB), Assembleia de Deus
MARANHÃO
Cleber Verde (PSDB)
Eliziane Gama (PPS)
MATO GROSSO
Victório Galli Filho (PSC)
MATO GROSSO DO SUL
Embora não tenha elegido nenhum cristão evangélico, conforme informações que temos, registramos a participação na disputa eleitoral do vereador Elizeu Dionizio que, pela primeira vez, disputou eleição fora do município, após ser eleito vereador, com destaque, já em sua primeira disputa.
Com atuação eficaz e reconhecida na Câmara de Vereadores de Campo Grande, o jovem Elizeu promete obter carreira política brilhante, pois chegou a quase 40 mil votos. Elizeu é filho do pastor Antonio Dionizio, homem empreender, dinâmico e de evidente liderança nacional entre as Assembleias de Deus no Brasil, além de diretor da CGADB e presidente da ADM no Estado do Mato Grosso do Sul.
Já o médico Antônio Cruz, proprietário de um hospital em Campo Grande, chegou à suplência, com 34 mil votos.
PERNAMBUCO
Francisco Eurico (PSD)
Reeleito o expressivo segundo lugar do Estado, com 233.797, pastor Eurico recebeu este nome como justa homenagem a um reconhecido missionário sueco, muito respeitado no Brasil, saúdo pastor Eurico Bergsten e que teve efetiva participação nos fundamentos doutrinários da AD pernambucana.
Eurico foi o segundo mais votado e tem representatividade reconhecida, conforme sua expressiva votação. Pastor Eurico, embora perseguido, a partir de uma suposta agressão verbal a apresentadora Xuxa (e que recebe críticas de sua postura, com relação a sua exposição. Ele é membro da AD em Recife e tem o apoio do pastor Ailton Alves.
- Anderson Ferreira (PR)
DISTRO FEDERAL
Ronaldo Fonseca (PROS)
Natural do Mato Grosso do Sul, Ronaldo é pastor da Assembleia de Deus em Taguatinga (DF) e membro da Comissão Política da CGADB.
PARÁ
Julia Marinho (PSC)
Josué Bengston (PTB), Quadrangular
PIAUÍ
Rejane Dias (PT)
RIO GRANDE DO SUL
Carlos Gomes (PRB)
Onyx Lorensoni (DEM), Luterana
Ronaldo Nogueira (PTB), Assembleia de Deus
RIO GRANDE DO NORTE
Antônio Jácome (PMDB)
É membro da Assembleia de Deus em Natal e foi vice-governador do Estado.
RONDÔNIA
Marcos Rogério (PDT), Assembleia de Deus
Nilton Capixaba (PTB), Assembleia de Deus
RORAIMA
Carlos Andrade (PHS)
Johnathan de Jesus (PRB), Universal
SANTA CATARINA
Geovana de Sá (PSDB)
SERGIPE
Laércio Oliveira (SD)
Pastor Jony (PRB)
TOCANTINS
César Halum (PRB).
Leitura
Com a evolução da presença de evangélicos, em oposição ao aumento substancial da abstenção do eleitor, e ainda considerando o distanciamento de membros do partido governista entre os cristãos (evangélicos), tem-se a seguinte leitura: engrossamento da lista dos que querem mudança.
Tudo isso diz respeito à atuação necessária para conter sistemas políticos liberais e progressistas, com notória tendência anarquista, sem nem mesmo escamotear a agressiva tentativa de desconstrução de bases sociais, como a família e de preceitos morais.
As propostas dessas filosofias humanistas – o homem em primeiro lugar – são buscadas como verdadeira obsessão e os cristãos não podem atuar de forma omissa ou passiva, sob o risco do pecado de comissão e omissão. Todos devem atuar com altruísmo, para irradiar luz aos homens.
Some-se a essa arquitetura de mente milenar e não menos tinhosa, a queda de toda e qualquer postura ética, em especial de tudo que procede do dualismo bem e mal, certo e errado (e de todo dualismo), com a clara busca pela destruição de limites elementares para a convivência boa, saudável e respeitosa entre os homens.
Correção e informação
Obs: Caso você tenha informações de outros evangélicos que não constam na lista acima, ou notar alguma informação desencontrada envie-nos, por favor, por meio do email: mesquita.jornalismo@gmail.com

 O mesmo vale para governador-cristão eleito.