quinta-feira, 12 de abril de 2018

VOCÊ NÃO PODE PERDER NO FINAL


Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. (Mateus 27.65).
Quando Jesus estava morto e sepultado, com uma grande pedra fechando o túmulo, os fariseus vieram a Pilatos e pediram permissão para selar a pedra e guardar o túmulo.
Eles fizeram a sua melhor tentativa — em vão.
Isso foi ineficaz naquela ocasião, é ineficaz hoje e será ineficaz sempre. Tentem o quanto puderem, as pessoas não podem restringir Jesus. Elas não podem mantê-lo sepultado.
Não é difícil imaginar por que: Ele pode sair, porque ele não foi forçado a entrar. Ele se deixou ser caluniado, zombado, acusado, desprezado, arrastado e assassinado.
“Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la” (João 10.17-18).
Ninguém pode restringi-lo, porque ninguém nunca o prendeu. Ele se entregou quando chegou sua hora.
Quando parece que ele está felizmente sepultado, Jesus está fazendo algo incrível na escuridão. “O reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra; depois, dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como” (Marcos 4.26-27).
O mundo pensa que Jesus foi vencido — exterminado — mas Jesus está agindo nos lugares obscuros. “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto” (João 12.24). Ele permitiu ser sepultado — “ninguém a tira [minha vida] de mim” — e ele sairá em poder quando e onde quiser — “Tenho autoridade para reavê-la”.
“Deus [o] ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela” (Atos 2.24). Jesus tem seu sacerdócio hoje “segundo o poder de vida indissolúvel” (Hebreus 7.16).
Por vinte séculos, o mundo tem feito a sua melhor tentativa — em vão. Eles não podem sepultá-lo. Eles não podem detê-lo. Eles não podem silenciá-lo ou limitá-lo. Jesus vive e é completamente livre para ir e vir para onde quiser.
Confie nele e siga com ele, não importa o que aconteça. Você não pode perder no final.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Você tem medo de perder uma pessoa amada?



Em 17 de agosto de 2012, minha esposa sofreu um acidente de bicicleta quase fatal. Nos primeiros dias, não sabíamos se ela sobreviveria, e, nas semanas subsequentes, não sabíamos quais seriam suas futuras capacidades mentais. Felizmente, o Senhor a restaurou quase completamente ao que ela era antes do acidente.

Esse acidente personalizou para mim um medo real que todos nós experimentamos, a saber, o medo de perder nosso cônjuge ou nossos filhos para a morte. Como viveremos sem eles? Os pais cristãos, em particular, temem que seus filhos nunca cheguem à fé. Eles mal podem suportar a ideia de seus filhos sofrerem no inferno para sempre.

Que antídotos temos contra o medo da perda? Gostaria de sugerir três:

Mergulhe no amor de Deus

Devemos começar por lembrar do evangelho. Nós merecemos a ira de Deus, porque adoramos a nós mesmos em vez de nosso criador e nos recusamos a dar-lhe graças e glória (Rm 1.18-25). Somos “por natureza, filhos da ira” e, em Adão, entregamo-nos aos desejos da carne, aos prazeres deste mundo e a Satanás, como o príncipe da potestade do ar (Ef 2.1-3). Mas como fomos amados! Nosso Deus é rico em misericórdia e derramou seu amor em nós, vivificando-nos quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados (2.4-5). Ele não enviou seu filho para nos condenar, mas para nos salvar (Jo 3.16-18). Tampouco essa é uma palavra abstrata ou impessoal: “[Ele] me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.20).

Se Deus nos ama tanto, se ele nos perdoou de nossos pecados e rebelião, se ele nos purificou de toda injustiça (1Jo 1.9), então não temos nada a temer. Como o Apóstolo Paulo explica, não há nenhuma perda neste mundo que se compare à alegria de ganhar Cristo (Fp 3.7-9). Todo sofrimento e dor que enfrentamos podem ser suportados porque sabemos que Deus nos ama com um amor inextinguível em todas as circunstâncias.

Esteja enraizado na soberania de Deus

Não é apenas o caso de Deus nos amar. Ele também reina e governa sobre todas as coisas. O Senhor declara o fim desde o princípio, e seus propósitos e conselhos permanecerão de pé (Is 46.9-10). Nada pode entrar em nossas vidas à parte de sua vontade soberana, pois ele governa até sobre onde as sortes são lançadas (Pv 16.33). Isso significa que, em última análise, não há acasos. Nenhum governante ou autoridade pode nos prejudicar, porque o Senhor inclina o coração dos reis do jeito que quer (21.1). “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada “(Sl 115.3). Ele “frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos”(33.10).

Jesus ensina que nem mesmo um pardal cai em terra à parte da vontade de Deus (Mt 10.29). Se ele cuida de pardais, então também cuida dos cabelos da nossa cabeça (v. 30). Eu recebi grande conforto com esses versículos, porque se pardais não caem em terra à parte de Deus, então isso também não acontece com ciclistas. Minha esposa estava nas mãos de Deus quando sua cabeça bateu na calçada. Não estou dizendo que enfrentar a situação foi fácil, e eu desejaria, a partir de uma perspectiva humana, que isso nunca tivesse acontecido. Mas eu tive esse grande conforto por saber que minha esposa estava nas mãos amorosas e fortes de Deus. Ele a ama muito mais do que eu a amo ou amarei.

Confie nas promessas de Deus

Devemos confiar nas promessas de Deus, mas devemos atentar para quais são essas promessas. Deus não promete que tudo vai sair do jeito que gostaríamos na vida. Mesmo que Deus não nos prometa uma vida confortável, suas promessas são incrivelmente confortadoras. Reconhecemos que as tristezas e preocupações da vida pode nos atingir como um furacão. Em um momento estamos calmos e em paz e, de repente, os ventos da preocupação estão soprando. Quando Satanás ataca, devemos nos lembrar das promessas de Deus. Romanos 8.32 diz: “Aquele que não poupou seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” Deus fez a coisa mais difícil que se possa imaginar. Ele entregou seu Filho quando éramos seus inimigos, para que possamos passar da morte para a vida. Podemos ter certeza, então, que Deus nos dará tudo o que precisamos,

Quando tememos a perda, somos como Davi, que temia que as trevas iriam encobri-lo (Sl 139.11). As trevas podem vir, mas Deus acende a luz nas trevas, pois “até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa” (v. 12). O Senhor é a nossa luz nas trevas. Como o Salmo 27.1 diz: “O SENHOR é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?” Não temos nada a temer, pois a morte não é a realidade final. Nós servimos a um Deus que ressuscitou Jesus dentre os mortos. Temos garantida uma eternidade de amanhãs felizes. “Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5).


Thomas R. Schreiner serve como pastor de pregação na Clifton Baptist Church em Louisville, Kentucky. Ele é também professor de Novo Testamento no Southern Baptist Theological Seminary e escreveu Romans (Baker, 1998) e Paul, Apostle of God’s Glory in Christ: A Pauline Theology (InterVarsity, 2001), entre muitos outros títulos.


quarta-feira, 7 de março de 2018

POR QUE O POVO DE DEUS PERDE A ESPERANÇA?


Durante os anos em que tenho me envolvido no ministério de aconselhamento, encontrei muitas pessoas que perderam a esperança por terem adotado um diagnóstico psicológico sem fundamento bíblico quanto a seus problemas pessoais. Em algumas ocasiões, isto ocorre porque alguém lhes apresentou o diagnóstico. Em outras, tais pessoas leram algum livro, assistiram um programa de televisão, ouviram uma conversa no rádio ou fizeram algum curso de psicologia, decidindo por si mesmas que realmente estavam sofrendo de algum tipo especial de problema psicológico. Deixaram de reconhecer que o diagnóstico é apenas uma identificação descritiva, determinado por dedução, que algumas pessoas resolveram utilizar como um rótulo para certos tipos de comportamentos e experiências humanas. E, embora a palavra ou a expressão descritiva escolhida pareça lógica e significativa para identificar um conjunto de comportamentos humanos estranhos, realmente não descreve a causa ou a natureza do problema.

Talvez eu possa esclarecer o que estou procurando afirmar, se falar sobre como na medicina as doenças são diagnosticadas e como normalmente se procede no diagnóstico dos problemas psicológicos. Na medicina, se um paciente tem certo conjunto de sintomas, os médicos suspeitam que está com determinada enfermidade. Porém, antes de apresentarem um diagnóstico definitivo, eles prescrevem uma série de exames (sangue, raios X, etc.), reconhecendo que, se a pessoa realmente tem aquela doença, a sua causa e natureza serão reveladas por meio dos exames. Com base em evidências científicas, os médicos dizem se aquela pessoa tem ou não determinada doença. O diagnóstico deles não está fundamentado apenas nos sintomas, mas em provas comprováveis ou evidências tanto das causas quanto da natureza da enfermidade.

Contrário ao que muitas pessoas imaginam, este não é o procedimento comumente adotado no âmbito da psicologia secular. Na psicologia, se alguém possui certos sentimentos, comportamentos, maneira de pensar, determinado número de sintomas por um período específico de tempo, supõe-se que tal pessoa está com um problema psicológico, ainda que sua causa não foi e, em muitos casos, não pode ser comprovada por métodos científicos. Sem evidências provenientes de fatos concretos a respeito da causa e da natureza do problema, deduz-se que certos sintomas indicam que ela tem um problema psicológico. Em muitos casos, esse tipo de diagnóstico, não comprovado e improvável, é oferecido e frequentemente aceito como incontestável e indiscutível.

Infelizmente, quando uma pessoa acredita que seu problema, quanto à sua causa e natureza, é psicológico e não espiritual, podemos esperar várias coisas: 1) em sua tentativa para superar o problema, esta pessoa deixa de lado Cristo e a Bíblia, buscando a solução primariamente (às vezes, exclusivamente) em remédios, idéias e conceitos da psicologia secular; 2) começa a pensar sobre Cristo como um psicólogo cósmico, cujo principal objetivo em ter vindo ao mundo era solucionar os problemas psicológicos, aumentar a auto-estima do ser humano, libertá-la de sua de- pendência de ajuda e satisfazer as necessidades de seu ego; 3) esta pessoa perde a esperança e cai no desespero, porque muitos dos rótulos psicológicos trazem consigo a idéia de eu sou assim mesmo, não posso ser mudado ; 4) torna-se desencorajada porque estes conceitos não fundamentados na Escritura de maneira real e franca, incentivam-na a pensar que a solução básica para suas dificuldades é humanística em sua natureza. Esta pessoa precisará solucionar seu problema por si mesma (a idéia de que ela pode e tem de mudar a si mesma) ou outros, preferencialmente os especialistas, o resolverão por ela. Muitas pessoas já tentaram e falharam por confiarem em seus próprios esforços ou na ajuda de outros. Sabem que elas mesmas ou qualquer outra pessoa não podem oferecer poder para libertá-las de sua velha maneira de pensar, sentir e comportar-se e capacitá-las a pensar, sentir e viver de maneira diferente. Nesse contexto em que os problemas são vistos primariamente como psicológicos em sua natureza, encontrei inúmeras pessoas que perderam a esperança e aumentaram suas dúvidas de que as mudanças realmente podem acontecer.

Por outro lado, tenho visto a esperança florescer em pessoas que começaram a reconhecer que seus problemas eram principalmente espirituais em natureza e estavam relacionados ao pecado. O reconhecimento de que nossos problemas pessoais e interpessoais estão relacionados ao pecado é realmente boas-novas, pois, se isto é verdade, há toda esperança para nós. Por quê? Porque, de acordo com a Bíblia, o propósito fundamental de Cristo ter vindo ao mundo é libertar-nos da penalidade e do poder do pecado que nos domina (e, eventualmente, da presença e possibilidade do pecado). Esta é a mensagem mais cristalina da Bíblia: Jesus é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (Jo 1.29); Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal (1 Tm 1.15); E lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles (Mt 1.21); o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras (Tt 2.14).

As boas-novas, de acordo com a Bíblia, não dizem que Cristo veio ao mundo para ser um psicólogo cósmico que traria cura às nossas enfermidades psicológicas. As boas-novas da Bíblia afirmam que Cristo Jesus veio ao mundo a fim de providenciar libertação da penalidade e do poder do pecado (Rm 6.1-23). As ““boas-novas”” incluem a idéia de que há esperança para sermos libertos do castigo de nossos pecados. Existe substancial libertação do dominante poder do pecado e seus efeitos, no presente, por- que foi isto que Cristo veio fazer no mundo.

Esta perspectiva bíblica acerca da natureza dos maiores e mais fundamentais problemas do homem está repleta de esperança para aqueles que estão lutando com padrões anti-bíblicos de pensar, desejar, sentir e comportar- se. Essa perspectiva é libertadora, gratuita, encorajadora, bíblica e verdadeira! Ela diz às pessoas que, embora seus problemas pessoais e interpessoais sejam graves e intensos, existe esperança de mudanças, porque Cristo Jesus veio ao mundo a fim de oferecer libertação da culpa, condenação, corrupção, penalidade e controlador poder do pecado em suas vidas. Essa perspectiva ensina às pessoas que em Cristo Jesus elas podem desfrutar de todos os recursos necessários para escaparem da corrupção que se manifesta no mundo por meio de desejos pecaminosos. Cristo também capacita os crentes a viverem de maneira realmente pie- dosa e frutífera, caracterizando-se por excelência moral, conhecimento, moderação, perseverança, amor fraternal, bondade e amor cristão (2 Pe 1.3-8).

Esta mensagem bíblica está repleta de esperança, pois afirma que Cristo possui inesgotáveis recursos disponíveis para nós, a fim de que vençamos as corruptas influências de nossos maus desejos. Encontramos disponível em Cristo tudo que precisamos para escapar da condenação e das destrutivas influências do pecado em nossas vidas e para vivermos em piedade. Achamos em Cristo tudo que necessitamos para superar as controladoras influências do pecado, que nos impedem de experimentar aquele tipo de vida frutífera descrita em 2 Pedro 1.3-8. Aqueles que aceitam o diagnóstico de Deus acerca da verdadeira natureza de seus problemas encontrarão tudo em Cristo todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, para livrarem-se da corrupção das paixões que há no mundo, tornando-se participantes da natureza divina. Talvez eles necessitem de ajuda para saber como aproveitarem-se destes recursos, mas podem ter esperança porque tudo que necessitam se encontra em Cristo!
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

“Pois disseste: O SENHOR é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada.” (Salmos 91.9)


No deserto, os israelitas estavam continuamente expostos a mudança. Quando a coluna de nuvens parava, as tendas eram armadas. Mas, no dia seguinte, antes que a aurora rompesse, a arca se movia, e a coluna de nuvem e de fogo guiava o povo no caminho, através das trilhas estreitas das montanhas, subindo ladeiras, ou através da terra árida do deserto. Eles tinham pouco tempo para descansar, porque logo ouviam o grito: “Adiante; este não é o nosso lugar de descanso. Temos de prosseguir em nossa jornada até Canaã”. Eles nunca ficavam num lugar por muito tempo. Nem mesmo os oásis, com palmeiras, poderiam detê-los. Apesar disso, eles tinham uma habitação permanente em seu Deus. A coluna de nuvens do Senhor era o abrigo deles; e o resplendor de fogo, à noite, era a lareira de suas famílias.
Os israelitas tinham de seguir adiante, de um lugar para outro, mudando continuamente, nunca tendo tempo de se fixar e dizer: “Agora estamos seguros; neste lugar viveremos”. “Mas”, declarou Moisés, “embora estejamos sempre mudando, Senhor, Tu tens sido a nossa habitação, em todas as gerações” (ver Salmos 90.1). O crente não conhece qualquer mudança no que diz respeito a Deus. O crente pode ser rico hoje e pobre amanhã; talvez esteja sadio hoje e enfermo amanhã. Pode estar gozando de alegria hoje e amanhã entristecer-se. No entanto, não existe qualquer mudança no que se refere ao relacionamento dele com Deus. Se Ele me amou ontem, também me ama hoje. Mesmo que as expectativas sejam arruinadas e a esperança, frustrada; mesmo que a alegria murche e o medo destrua tudo, nada perdi, do que tenho em Deus. Deus é a minha fortaleza, na qual eu sempre posso me acolher (ver Salmos 71.3). Sou peregrino neste mundo; em Deus, porém, estou em casa. Na terra, viajo; mas em Deus, habito em lugar seguro.

Billy Graham: detalhes sobre os últimos momentos e funeral

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Billy Graham: detalhes sobre os últimos momentos e funeral

Billy Graham faleceu durante o seu sono, nesta quarta-feira (21), e, embora nenhum membro da família estivesse presente, um porta-voz afirmou que sua passagem às mansões celestiais foi pacífica.

"Foi descrito por uma enfermeira e um médico como uma passagem muito pacífica", disse Mark DeMoss, porta-voz da Billy Graham Evangelistic Association. "Ele não sofria, ele não teve sofrimento algum", afirmou.

A associação realizou uma coletiva de imprensa na noite desta quarta-feira na sede de Billy Graham, em Charlotte, para anunciar detalhes do funeral e falar sobre os últimos momentos de Graham. Aos 99 anos, ele sofria de várias doenças, incluindo câncer de próstata, perdas auditiva e de visão, e mal de Parkinson, diagnosticado há quase 20 anos.
DeMoss disse que o médico pessoal de Graham, Lucian Rice, de Asheville, descreveu a morte do evangelista, como "apenas um descanso". "Eu acho que podemos dizer que ele passou em seu sono", disse DeMoss. "Ninguém estava com ele no momento, além de uma enfermeira assistente".
Funeral

O serviço de funeral de Graham está marcado para às 12h (horário local), do dia 2 de março, na Biblioteca Billy Graham de Charlotte. Seu corpo foi levado para Morris Funeral Home, em Asheville, ainda na quarta-feira, e será transferido para Charlotte por uma caravana no sábado (24).

"O funeral será privado para cerca de 2.300 convidados, incluindo o presidente Trump, o vice-presidente Mike Pence, e os ex-presidentes dos EUA, George H.W. Bush e seu filho, George W. Bush, Jimmy Carter, Bill Clinton e Barack Obama", disse DeMoss. O porta-voz ainda não tinha informações sobre os convites confirmados, até a noite de quarta-feira.
O filho de Billy Graham, pastor Franklin Graham, falará durante o funeral, bem como os outros quatro filhos.
O público poderá dar seus últimos cumprimentos ao "Pastor das Américas", nos dias 26 e 27 de fevereiro (segunda e terça-feira), no Graham Family Homeplace na Billy Graham Library, das 8h às 10 horas.
O corpo de Graham será levado do Morris Funeral Home em Asheville para o Billy Graham Training Center, em Swannanoa, nesta quinta- feira (22) às 15h. No sábado (24), segue para Charlotte, chegando à Biblioteca Billy Graham por volta das 15h.
Billy Graham será enterrado em uma área da biblioteca, ao lado de sua esposa, Ruth Bell Graham, que morreu em 2007.


VÁ DIRETAMENTE A DEUS

terça-feira, 23 de janeiro de 2018
VÁ DIRETAMENTE A DEUS


"Naquele dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei ao Pai por vós. Porque o próprio Pai vos ama, visto que me tendes amado e tendes crido que eu vim da parte de Deus". (João 16.26-27)

Não faça do Filho de Deus um Mediador além do que ele é.
Jesus diz: “Não vos digo que rogarei ao Pai por vós”. Em outras palavras, não me colocarei entre vós e o Pai, como se vós não pudésseis ir diretamente a ele. Por quê? “Porque o próprio Pai vos ama”.
Isso é surpreendente. Jesus está nos advertindo a não pensar no Deus Todo-Poderoso como indisposto a nos receber diretamente em sua presença. Por “diretamente” intenciono o que Jesus quis indicar quando disse: “Eu não levarei os seus pedidos a Deus por vocês. Vocês poderão levá-los diretamente. Ele os ama. Ele quer que vocês venham. Ele não está irado com vocês”.
É absolutamente verdade que nenhum ser humano pecaminoso tem acesso ao Pai senão através do sangue de Jesus (Hebreus 10.19-20). Ele intercede por nós agora (Romanos 8.34; Hebreus 7.25). Ele é nosso advogado diante do Pai agora (1 João 2.1). Ele é nosso Sumo Sacerdote diante do trono de Deus agora (Hebreus 4.15-16). Ele disse: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
Sim. Mas, Jesus está nos protegendo de considerar a sua intercessão além do limite. “E não vos digo que rogarei ao Pai por vós. Porque o próprio Pai vos ama”. Ele está lá. Ele está dando um testemunho constante e eterno da remoção da ira do Pai sobre nós.
Porém, ele não está lá para falar por nós, nem para nos manter afastados do Pai, nem para sugerir que o coração do Pai tem reservas para conosco ou nos despreza; por isso as palavras: “Porque o próprio Pai vos ama”.
Então venha. Venha com ousadia (Hebreus 4.16). Venha com expectativa. Venha esperando um sorriso. Venha tremendo de alegria, não de terror.

Jesus está dizendo: “Eu fiz um caminho para Deus. Agora, não ficarei no caminho”. Venha.

É LEGITIMO ALGUÉM SE AUTO PROCLAMAR MINISTRO

domingo, 21 de janeiro de 2018
É LEGITIMO ALGUÉM SE AUTO PROCLAMAR MINISTRO E SAIR IMPONDO AS MAOS SOBRE QUALQUER PESSOA  E DENOMINANDO-AS COMO MINISTROS?



Para se entender resumidamente este assunto é oportuno observar, como ponto elucidativo, o que a Bíblia informa a respeito da unção divina, fator que envolve, fundamentalmente, a ação do Espírito Santo sobre os salvos (não confundir com a generalização de evangélicos) que, de modo geral, recebem de Deus a “unção do Santo” (1Jo 2.18-27), os capacitando a porem em prática o plano da salvação, conhecerem a diferença e polarização entre os dois reinos, de natureza e poderes opostos, conforme Jesus denunciou em Lucas 11.18 e 20, e serem ensinados a se comportarem diante da realidade pecaminosa do mundo, constatada nas Escrituras, sustentados com poder, conforme está escrito: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (Jo 1.12a). Não obstante alguns crentes serem leigos, carentes de maior conhecimento teológico, o Espírito Santo sabiamente ilumina o entendimento de todos, indistintamente, sobre o que significa “a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que agrada e não agrada a Deus” (Ml 3.18), além de estimulá-los ao culto, testemunho, evangelismo e serviço, edificados como “casa espiritual, sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1Pe 2.5), e isso seria impossível não fora essa maravilhosa ação divina na vida de cada crente. O que diferencia o referido fator coletivo da unção quando alguém é escolhido para determinado propósito nos desígnios divino? Considerando que o próprio Senhor Jesus Cristo, a Seu respeito, assim se expressou: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou- -me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.18,19). Concluímos que os escolhidos por Deus recebem unção especifica do Espírito Santo que habilita o cristão, individualmente, para realizar uma atividade fim, a exemplo do que aconteceu com os juízes, sacerdotes, profetas e reis citados no Antigo Testamento. No contexto bíblico a unção de Deus significa outorga de autoridade e poder, com respectiva qualificação, aos quantos o Senhor destaca para uma determinada atividade, ocupando cargos na sua obra, nunca desvinculados de uma igreja, fato que pode ser comparado nas biografias dos que são citados, tanto nos ofícios do Velho Testamento, quanto nos ministérios e diversidade de funções do Novo Testamento, sem necessariamente significar que alguém, por si mesmo, assuma uma consagração ou que um grupo de pessoas, sem o devido foro eclesiástico, possa consagrar, aleatoriamente, quem quer que seja, com prerrogativas indevidas na obra do Senhor, o que pode ser considerado leviandade ou falsidade. O fato de Jesus determinar “ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15) não deve ser confundido com “eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis frutos” (Jo 15.16). A grande comissão envolve todos os salvos na disseminação do Evangelho, diferindo da chamada especial divina, cujas consagrações ocorrem, sucessivamente, desde o estabelecimento da igreja em Jerusalém, a exemplo da separação de Paulo e Barnabé em Antioquia. Unção divina na consagração de alguém para o ministério não é objeto de domínio ou concessão particular para ser oferecida ou distribuída ao público, ela emana do próprio Deus que através do Espírito Santo explicita sua respectiva finalidade para o escolhido, como aconteceu com Jesus quando foi apresentado no templo e Simeão profetizou: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, pois já os meus olhos viram a tua salvação, a qual tu preparaste perante a face de todos os povos, luz para alumiar as nações e para glória de Israel” (Lc 2.29-32). Trinta anos depois, numa peculiar solenidade pública, durante o Seu batismo no rio Jordão, o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como uma pomba, e ouviu-se a voz de Deus que dizia: “Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido”, dando a entender as Escrituras que esse episódio marcou o momento de sua unção. Após a ressurreição Jesus se apresentou aos onze apóstolos, “assoprou sobre eles e disse- -lhes: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20.22), os credenciando para, em seu nome, exercerem liderança na igreja, com autoridade para efetuarem e legitimarem as futuras consagrações, sempre realizadas em solenidade pública, com a imposição de mãos efetuada por umministro divinamente credenciado. A imposição de mãos é um ensinamento incluído nos “rudimentos da doutrina de Cristo” (Hb 6.1, 2). Foi exercitada pelos apóstolos no rito das consagrações de obreiros, desde a separação dos primeiros diáconos, prática continuada pelos demais líderes espirituais na proporção do crescimento da igreja primitiva, conferindo autoridade aos separados, os habilitando para os cargos e funções eclesiásticas (At 6.3-6; 13.1-3; 1Tm 4.14). Ressalvada a proporção, da mesma forma que o Espírito de Deus estava ativo no ministério de Jesus, assim ocorre com todos quantos Deus escolhe para Sua obra, significando a responsabilidade a ser considerada nas indicações e respectivas consagrações de obreiros numa igreja, conduta que não deve ser banalizada com argumentos humanos, aberrações, heresias ou exageradas revelações, dos que, no intuito de persuadir pessoas ou grupos, pratiquem consagrações sem a autenticidade bíblica, atuando com aparente terrorismo teológico, no sentido contrário do que escreveu o apóstolo Paulo: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem partícipes dos pecados alheiros; conserva-te a ti mesmo puro” (1Tm 5.22). Tais procedimentos são alheios a lisura eclesiástica, confundido quem não conhece a legitimidade da Igreja de Cristo. Assim como o Espírito Santo ungiu Jesus para realizar o ministério que lhe foi proposto (Is 66.1-3), Ele mesmo concede, pela unção, a todos os que são escolhidos por Deus, autoridade e poder para atuarem na sua santa seara, na qual não comporta intromissão de quem se auto- -proclame consagrado, pois o mesmo Espírito que reprova tal atitude esclarece à igreja, através do dom de discernimento, quando alguém, indevidamente credenciado, intenta se promover e atuar naquilo para o que não foi chamado.

Kemuel Sotero Pinheiro é pastor, líder da AD do Aribiri - Vila Velha (ES) e 1° vice-presidente do Conselho Administrativo da CPAD.